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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Someone Like You

É estranho, mas ainda me pego conversando com você. Na maioria das minhas noites de insônia, ou nos ônibus, lotados ou não, é sempre você que acaba me fazendo companhia. Ainda temos longas conversas e eu consigo ouvir nitidamente a sua voz. Ainda te conto tanta coisa... Seu sotaque continua inconfundível.

Ainda discutimos. E consigo antever todos os seus argumentos e conclusões. Ainda insisto em dizer. Mas tudo é tão assustadoramente real que me pego com saudade do tempo em que as conversas eram boas e leves, que me faziam rir, ou que os desabafos mútuos encontravam consolo.

Ultimamente tudo termina em desacordo. E aquele que costumava me ouvir e desabafar comigo parece um ser distante, que se perdeu no meio de tantas revoltas mal-resolvidas, com uma agressividade incontida, onde um tão falado 'perdão' parece não habitar.

Onde foi parar tudo aquilo que se dizia ser amor? Em algum lugar que já não é aqui. Pois já não há espaço pra ele onde continuam a se remoer sentimentos de mágoa e abismos de silêncio. Se há apenas palavras que machucam, não vale mais a pena insistir nesse diálogo de vozes surdas. Vai em frente e seja feliz! I wish nothing but the best for you.

Já não cabem mais cobranças insensatas, quando há coisas de que não se está disposto a abrir mão. Já não há o que negociar. Acho que é hora de parar de culpar teorias da conspiração e arcar com as consequências das próprias escolhas. Chega de se colocar no papel de vítima. Escreve tua história, pois a minha escrevo eu.

Chega de ficar nessa de 'stuck in a moment'. It's time to move on. Talvez devamos ser protagonistas de histórias diferentes, pois, essa de ser coadjuvante e ficar parado reclamando e esperando parado algo acontecer, eu, pelo menos, nunca me contentarei em ser.


"Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências.
Desistir, ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem."
- Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Fim do Mundo

Disseram que o mundo ia acabar. Mas as pessoas dizem muitas coisas. Dizem, mas não sabem o poder que suas palavras têm. O poder de destruir mundos inteiros, sonhos e futuros. O fim nem sempre vem com gritos, explosões ou terremotos. A morte pode ser lenta, torturante, silenciosa. Morre-se aos poucos, um pouco a cada dia. Sentindo-se por vezes impotente diante da pior das armas: a indiferença. O silêncio também mata. Às vezes, pra se viver, é preciso deixar de se escutar o que é dito. Outras tudo que se precisa é de uma palavra para que ainda exista sentido sobreviver. O mundo, por enquanto, continua aí. Quem morre somos nós, de infinitas mortes.

Ressuscitaremos, enquanto nos restar o AMOR.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Poder de Atração

To cansada de viver como se eu tivesse um poder que eu não tenho e do qual eu não posso me aproveitar. To cansada desse 'poder' so servir pra afastar as pessoas de mim. To cansada de ter que ficar me esquivando e de nunca poder ter certeza se é verdade, por que não ia poder ser. É como se eu despertasse um estranho fascínio, mas nunca pudesse ser mais que uma ‘ótima amiga’.

Sou sempre aquela ‘indispensável’, que é ‘diferente’, que entende o que ninguém mais entende, que é paciente, que é carinhosa, que é capaz de fazer entender a cabeça “complicada” das mulheres. Aquela por quem eles se encantam, mas que acham que nunca poderiam ter. Tudo nunca passa de uma ‘impressão’ que, se questionada, possivelmente me fará ouvir que estou errada, seja por sinceridade ou por medo – continuando a dúvida.

Há sempre aqueles momentos em que eu sei exatamente qual a resposta esperada. Eu sei exatamente as palavras que se deseja ouvir. Eu sei exatamente o que dizer. Eu sei que se diria tudo aquilo que eu queria escutar. Mas eu to cansada de ter que calar, de não poder dizer, de fingir não notar, de não poder pagar pra ver, por saber que, na verdade, nunca ia poder ser. No final das contas, não poderia oferecer mais que a minha amizade. Esse alguém não poderia ser meu e eu nunca poderia ser desse alguém.

To cansada de me sentir culpada como seu fosse errado despertar qualquer interesse, como se fosse impossível alguém simplesmente gostar de mim, como se não devesse deixar ninguém me notar no meio da multidão - E isso quando tudo o que mais se deseja é ser notada. Quando queria acreditar ser capaz de conquistar, de seduzir, de ser olhada como mulher e testar todo esse poder de atração.

Às vezes acho que sou perigosa. Que provoco sentimentos destrutivos nas pessoas e elas precisam se afastar para se protegerem de mim. Cansei de ser deixada pra trás sozinha e abandonada por ser boa ‘demais’. De que adianta então tanta perfeição? Se sou tão boa, porque não se esforçar pra ser bom o bastante para mim?

Sou alguém que eles passam a amar com um amor que mistura carinho e respeito e acaba por se transformar numa “responsabilidade” de cuidar de mim. Dizem que eu mereço algo que eles não serão capazes de me dar e é como se se dedicassem a me proteger pra eu não sofrer. Só que não sou uma boneca de louça que vai quebrar se alguém encostar. Eu sou capaz de lidar com problemas e sei que alguém pode um dia me magoar, mesmo sem querer. Eu não preciso ser protegida. Eu preciso ser amada.

Faço tudo para conservar amizades, mas to cansada dessa sina de nunca poder ser mais que apenas a melhor-amiga. To cansada de ter que guardar meu carinho e não poder dedicá-lo a alguém e de ser digna de também receber carinho em troca. De também ter alguém pra mim e por mim, comigo.

Eu to cansada de aparecer no momento errado na vida das pessoas. “Se fosse em outra época...”, “se as circunstâncias fossem outras...”, “se as coisas fossem diferentes...”. To cansada das suposições do “se”. De que adianta ficar pensando assim quando não é possível mudar o passado?! O terreno do “se” é muito incerto. Não gosto de caminhar sobre ele. Prefiro o solo firme da realidade presente para construir o meu futuro.

To cansada de me sentir sozinha. Não me faça acreditar que eu tenho um poder se nunca vou poder usá-lo para te trazer pra perto de mim. Eu não quero ser apenas sua melhor amiga. Eu não suportaria te ouvir contar-me 'as dores de outro amor e acabar comigo'.

domingo, 12 de setembro de 2010

Carente

Me sinto só...

Eu to precisando me sentir amada. Eu preciso pensar que eu ia fazer falta, mesmo que às vezes eu ache isso apenas uma ilusão... uma mentira. Porque mesmo ‘sabendo’... sinto falta de ouvir isso. Porque é tão difícil alguém dizer que gosta de mim? Porque todo mundo acha que eu sempre sei? Porque eu sempre tenho que saber?

Eu não quero parecer triste... mas eu sinto falta das palavras. Eu não sou tão convencida quanto pareço. É só tipo... e às vezes eu queria não precisar fazê-lo. Porque eu não posso ser vista como uma pessoa adulta e responsável se eu disser que eu quero colo? É um crime tão grande assim querer ser mimada e desejar um cafuné?

Eu queria poder me deixar parecer frágil... e até insegura. Eu queria ser digna do aconchego de um abraço. Porque preciso sempre parecer independente e auto-suficiente?! Eu não vejo problemas em depender de alguém em certos momentos. Afinal, qual é sentido de existir se é pra estar só?! Se não houver alguém pra amar, e nos fazer sentir amados?

Eu quero não precisar de motivos pra ligar... eu sinto falta das conversas casuais... Compartilhar a existência e os sentimentos e angustias, por mais banais que sejam. Me sentir reconhecida, lembrada, querida.

Desinteresse mata.
Eu acredito em encontros, desencontros e na teoria do caos.

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Dois textos parecem me cair como uma luva e me traduzir perfeitamente meus sentimentos: esse e esse, do 'olhos pisados' de daniel josé #ficadica

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O Benefício da Dúvida

Hoje eu to aqui na Jaqueira. Sinto-me triste e só.

Não, não é por pensar nos casais de namorados, nem pela tristeza de não ter podido aproveitá-lo como meu lugar, ao lado do meu amor, nem ao menos uma vez. Não é pela saudade de quando eu tinha fôlego para as caminhadas freqüentes que me davam tanto prazer e me faziam sentir-me tão saudável. Não é por ficar olhando apaixonadamente as crianças brincando ou por sentir saudades das tardes e noites em que eu mesma brinquei nesse mesmo parque. Nem pelo medo de não chegar a ter crianças para trazer para brincar aqui.

Hoje me entristeci pela saudade de quem me acompanhou numa das últimas vezes que aqui estive. E que dividiu comigo os sonhos, os desabafos e que me ouviu falar sobre casais de namorados e crianças. Senti falta da amizade, da alegria, dos nossos papos, viagens, da nossa sintonia que dispensava legendas. Senti falta de fazer parte da vida dessa pessoa. Senti falta dessa pessoa em minha vida.

Por que parece tudo tão distante? Tão esquecido? Você desistiu de mim? Você não vai voltar? Não serei motivo? Não te faço sentir saudades? Como você pode deixar um vazio tão grande sendo tão pequeno?

Eu acredito. Eu te dou o benefício da dúvida. Mas tenho medo.
Será que o meu amigo, que eu conhecia, não existe mais?


“Não é fácil não pensar em você. Não é fácil. É estranho...
Não te contar meus planos. Não te encontrar.”
[Não é fácil – Marisa Monte]

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Qual a finalidade de enviar cartas que nunca são respondidas?! Cansei de ficar esperando respostas que não vêm. Das últimas que mandei, já nem espero resposta.

sábado, 12 de junho de 2010

Refrão de um Bolero

Ao menino do sorriso mais lindo do mundo.

Eu sei que é estranho eu passar tanto tempo calada, sem dizer nada. Eu sei que pode parecer que to te evitando. Sei que posso até fazer parecer que tudo tem sido muito fácil e que já não sinto tanto. Mas nem tudo é o que parece. Seus olhos só vêem uma parte da história. E meu sorriso disfarça as lágrimas e esconde a dor.

O problema é que não vou consigo me manter por perto. Não sem poder te dizer tudo aquilo que grita dentro de mim, sem poder compartilhar tudo contigo. Não vendo você tentando ser frio e indiferente a mim. Não esperando por elogios que nunca vêem. Não sem poder contar com o seu carinho. Não sem poder te cobrir de mimos. Não morrendo de curiosidade sobre a sua rotina e morrendo de ciúmes de todo mundo que participa dela mais que eu. Porque eu sei que não adianta eu tentar me conter.

Eu já sei o que acontece quando eu insisto em calar. Quando seguro demais as palavras dentro de mim, uma hora elas fogem, escapam descontroladas, transbordam numa intensidade tremenda. Quando eu menos espero, falei sem pensar! Me arrependo roendo as unhas... Me sinto cometendo um crime sem perdão: ser sincera como já não posso ser. É.. um erro assim, tão vulgar.

O problema é que não consigo me manter distante. Não com você invadindo cada pensamento meu. Me fazendo lembrar de você o tempo todo. Na música que toca, no cheiro de Listerine. Me perseguindo em todos os lugares, nas lojas de departamento, no ônibus, atrás de mim nas escadas rolantes. Sussurrando no meu ouvido em público. Me distraindo quando preciso me concentrar, mas tudo em que eu consigo pensar é no seu sorriso.

Sabe.. se pelo menos eu conseguisse sentir raiva de você, ou acreditar que você não é nada disso e que tudo não passa de fantasia minha, tudo poderia até ser mais fácil. Mas a sua cara de mal e esse seu tipo podem enganar a todo mundo, não a mim.

Lamento te dizer, mas você é um péssimo ator! E você não me convence encenando esse papel do ‘cara que você não é’. Mesmo assim eu fico triste quando vejo que você continua a tentar me convencer. É como se você quisesse transformar todo o resto numa mentira, como se nada daquilo fosse real. Ou pior, falando como se o que eu sinto fosse uma mentira. Querendo insinuar que te esqueci e que procuro teu carinho em outros braços. Quando minha carência é de você e ninguém mais sacia. Ela não me aproxima dos outros, me afasta. Para estar com companhia é preciso estar bem. Vai ver por isso ando um tanto só.

Não adianta querer me convencer que já não sou importante na sua vida e continuar a ter ciúmes de mim. Não dá pra ter ciúmes de mim se você não vai estar aqui pra me abraçar quando eu preciso. E como eu posso querer outro abraço se o único que eu realmente desejo é o seu?

Desculpa, mas eu não vou facilitar as coisas pra você. Eu não vou deixar você acabar se convencendo e acreditando na mentira que você mesmo inventou. Eu não vou participar do seu teatro fazendo o papel da ‘moça que vale a pena você esquecer’. Você sabe que o meu realismo estraga tudo. E a realidade é a seguinte:

Eu te amo e ainda não descobri nada que mude essa realidade, mesmo você fazendo questão ser tão chato e tentando me convencer que eu não deveria te amar. Eu sou a mulher da sua vida e você não vai encontrar ninguém que te ame mais que eu, acho melhor você se conformar.

Eu sei que lá no fundo você é um convencido! Você sempre acha que tudo que eu escrevo é pra você, quando na maioria das vezes eu estou só conversando comigo mesma ou com a minha imaginação. Mas se você é parte de mim, como posso separar as coisas? É tudo tão misturado que não sei onde começa uma coisa e onde termina a outra. É simplesmente complicado me sentir privada de uma parte de mim.

Por isso hoje eu estou aqui, rompendo o silencio e declaradamente escrevendo pra você. É torturante ter que guardar todas essas palavras. Eu posso não dizer, mas as palavras continuam todas aqui, comigo.

Escrever é um meio de procurar a minha paz. Paz que você levou embora deixando apenas essa ansiedade tumultuando os pensamentos. Bandido! Eu sei que você roubou meu coração. Pode ficar com ele, mas devolve ao menos a minha paz!



Ass: Ana
Aquela que ainda atrai os seus instintos mais sacanas.

sábado, 3 de abril de 2010

Só pessoas.

As pessoas deviam ser só pessoas. Não deveriam estar dividas ou rotuladas em “elegíveis” e “não-elegíveis”, “proibidas” ou “permitidas”.

A mágica, o encanto que une duas pessoas, mesmo numa amizade, é tão raro, tão lindo, tão especial... Isso devia poder ser vivido e não ter que ser negado, suprimido, disfarçado.

As histórias deviam poder continuar sem que tivessem que se tornar apenas histórias de “meninos perdidos” que nos deixaram com um sorriso nos lábios quando entramos sozinhas no vagão do trem.

Se é tão raro, e se não acontecer de novo? Se nunca mais ninguém conseguir me fazer sentir isso de novo? Acho que não vou me contentar com menos que isso depois de saber como pode ser.

Enquanto não descubro as respostas, eu continuo me perdendo entre sorrisos, olhares e reticências... que sempre me fazem querer continuar a história pra ver aonde ela vai dar.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Saturday Night Fever

As pessoas fervem lá fora ao som da música alta, dos fogos, ao sol. Barulho, agitação, multidão, calor. Um verdadeiro caos. As pessoas enlouquecem. O exagero de tudo me incomoda.  A obrigação de ser feliz com data marcada também. Ser feliz é algo que eu me permito todos os dias

A vontade era de ir pra longe de tudo isso. Mas essa febre que não passa, não me deixou seguir em frente e me fez continuar a arder aqui, entre suor e calafrios, sozinha, durante todo o dia. Eu fiquei, você não. E agora que o sol esfriou e já se pôs é a febre do sábado à noite que me consome ainda mais. A noite linda convida, a lua me chama, mas a ausência de um par me faz perder toda a vontade de dançar. Hoje eu quero sair só.

Filme antigo pra embalar?! Melhor não... vou acabar desejando ainda mais o convite “dança comigo?” Melhor então dormir, quem sabe sonhar. Talvez seja uma boa maneira de me ocupar, talvez seja a maneira mais agradável de fazer o tempo passar. Talvez. Poderia ser se ainda houvesse sono, se já não tivesse gasto todo ele.

Volto à cama e penso: amanhã é outro dia. Só me deixe aqui quieta. Isso passa. Apago a luz, ligo o rádio. A música parece acertar o meu momento, quando nem sei por que me sinto assim. E, diante da Via Láctea, não consigo distinguir se estou realmente de olhos abertos ou fechados. Lembrei-me então de fechar os olhos...




Não me dê atenção. Mas obrigada por pensar em mim.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Os Dias

Há dias em que é tão difícil existir. É difícil até pensar. Há dias em que parece que não vou sobreviver. Que não vou conseguir suportar a saudade, o vazio. Que a existência de tudo é sem sentido. Que eu não vou conseguir continuar sozinha. É insuportável a incerteza. É sufocante. Fico irritada. Sinto raiva. Mas acho que isso não é revolta. Isso é cansaço. É carência. Só to cansada de ser aquela que luta, luta, luta e nunca vence. Nunca o que eu faço é suficiente. Nunca satisfaz.

Há dias em que parece que tudo volta ao seu lugar. Há dias em que pareço mais razoável, mais equilibrada, mais sensata. Parece até que tudo faz sentido. Que as coisas vão ficar bem. Que tudo vai se acertar. E que eu consigo sim lidar com tudo isso, com toda espera. Que haverá a hora certa pro amor. Que ele será possível. Que será bom. Que será vivido. Só que esses dias acabam não durando muito, porque eu tenho pressa e não quero ficar vendo o tempo passar...

Mas há dias em que acordo diferente. Não sinto vontade de nada, nem de estar com ninguém. Há dias em que tudo isso parece uma bobagem. Não tenho vontade de amar. Há dias em que penso que o amor não é pra mim. Não quero saber do amor, nem de você. Penso que continuar a desejar ou a sofrer por isso chega a ser ridículo. Não quero ver, ouvir,nem saber de ninguém. Não quero que ninguém saiba de mim. Se é pra me fazer sofrer mais, pode me deixar só. Fica tudo tão claro, tão calmo, tão limpo. Nesses dias pareço serena, calma, feliz. Nesses dias não me sinto eu. Porque se é pra viver assim, nesses dias é melhor nem nascer.


Me pergunto... isso tudo devia fazer algum sentido?